Brasil: mais seis estados são reconhecidos como áreas livres de febre aftosa sem vacinação

O Brasil é reconhecido internacionalmente como livre da febre aftosa (zonas com e sem vacinação) desde 2018, tendo o último foco da doença registrado em 2006. Apenas o estado de Santa Catarina possuía a certificação internacional como zona livre de febre aftosa sem vacinação, agora, desde 27 de maio de 2021, entram nesta classificação também os estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia e partes do Amazonas e do Mato Grosso.

O reconhecimento foi concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e confirma o elevado padrão sanitário da suinocultura brasileira, além de abrir diversas possibilidades para alcançar novos mercados para a indústria. A meta para que o Brasil se torne totalmente livre da doença sem vacinação é até 2026.

Com a certificação, mais de 40 milhões de cabeças deixarão de ser vacinadas e 60 milhões de doses anuais da vacina não serão utilizadas, gerando uma economia de aproximadamente R$ 90 milhões ao produtor rural.

Certificação internacional é resultado de mudanças

Para realizar a transição de status sanitário, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), informou que os estados e regiões atenderam requisitos básicos, como aprimoramento dos serviços veterinários oficiais e implantação de programas estruturados para manter a condição de livre da doença, entre outros, alinhados com as diretrizes do Código Terrestre da OIE.

O processo de transição de zonas livres de febre aftosa com vacinação para livre sem vacinação está previsto no Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PE PNEFA), conforme estabelecido pelo Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa).

“O reconhecimento internacional é muito importante para o país, a bovinocultura e a suinocultura brasileira. É comprovar ao mundo a qualidade do nosso produto em todos os elos da cadeia, fortalecendo ainda mais o agronegócio nacional”, afirma o diretor Geral da Topigs Norsvin, André Costa.

Para ele, a certificação também é resultado do trabalho de campo, das pessoas envolvidas no processo de manejo, nutrição, sanidade e genética. Uma cadeia produtiva de carnes suína e bovina que se esmera para cumprir todas as normas sanitárias nacionais e internacionais, respeitando as orientações veterinárias e as demandas globais. “A OIE reconhece nosso elevado padrão sanitário e abre espaço para que o Brasil amplie seus mercados de exportação, e leve o sabor e a qualidade da carne suína brasileira para novas casas em todo o mundo”, finaliza Costa.

Referência:

Brasil tem mais seis estados reconhecidos como áreas livres de febre aftosa sem vacinação — Português (Brasil) (www.gov.br)

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