Topigs Norsvin emprega genótipo que confere resistência contra a PRRS

A Topigs Norsvin, mais inovadora empresa de pesquisa genética no mundo, registra avanços expressivos na seleção para aumentar a resistência natural à PRRS ou Síndrome Reprodutiva e Respiratória dos Suínos, com o uso do WUR SNP na estimação de seus valores genéticos. O WUR SNP é um marcador genético para um importante gene associado à resistência natural à PRRS. A informação é do geneticista Marcos Lopes.

Segundo ele, as pesquisas têm demonstrado que os suínos com o genótipo favorável do WUR SNP são mais resistentes à PRRS do que os suínos com o genótipo desfavorável. Suínos com o genótipo favorável do WUR SNP apresentam uma menor carga viral e um maior ganho de peso diário após serem desafiados com o vírus da PRRS. “Isso significa que os suínos com o genótipo favorável são capazes de apresentar um bom desempenho mesmo diante da infecção pelo vírus da PRRS, reduzindo assim o impacto econômico geral da doença”, diz.

A implementação de seleção para maior resistência à PRRS no programa de melhoramento genético da Topigs Norsvin apresenta uma estratégia de controle natural e prontamente disponível para a doença suína mais cara do mundo. Ao incorporar o WUR SNP no programa de melhoramento, a Topigs Norsvin introduziu um efetivo mecanismo de defesa contra esta doença de grande importância econômica.

Segundo Marcos Lopes, a Topigs Norsvin continua investindo para que seus animais tenham maior resistência natural a doenças específicas como a PRRS, assim como maior robustez geral diante de desafios de outras doenças. Isso, em sua visão, fará com que a produção de carne suína seja cada vez mais saudável e sustentável.
A doença suína mais cara
A síndrome reprodutiva e respiratória dos suínos é uma doença relativamente nova dos suínos que foi detectada primeiramente em 1987 nos Estados Unidos, e em 1990 no continente Europeu. No ano passado, chegou ao Uruguai. Embora ela tenha sido detectada na maioria dos países em que a suinocultura tem importância econômica significativa, não há informações de sua presença no Brasil, mas é importante tomar todos os cuidados e medidas de prevenção.
Ela é reconhecida como a doença mais cara do mundo, porque seus prejuízos impactam toda a cadeia produtiva, das fêmeas e leitões à fase de engorda. Só nos Estados Unidos, estima-se em 664 milhões de dólares por ano, o total de prejuízos causados à suinocultura. Em fêmeas, se caracteriza por abortos no final da gestação e/ou parto precoce, provocando um elevado número de fetos mumificados e natimortos. Os leitões que nascem infectados são fracos e economicamente inviáveis. Os problemas respiratórios causados pela infecção se manifestam em suínos de todas as faixas etárias, e são parecidos com os provocados pela influenza.

Geneticista Marcos Lopes: “estratégia de controle natural e prontamente disponível para a doença suína mais cara do mundo”.

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