Mais carne suína na mesa brasileira

O ano de 2020 está sendo desafiador para todos os setores do agronegócio, e para a suinocultura não seria diferente: o setor apresenta um aumento no custo da produção e um baixo consumo da proteína. No entanto, de acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), existe uma perspectiva de crescimento em torno de 8% do valor bruto da produção brasileira de carne suína, o que representa cerca de R$ 63 bilhões.

O desafio para o setor se mantém no mercado interno, que é fundamental para a consolidação da suinocultura brasileira como um importante player no mercado mundial. “Precisamos evoluir em ações para promover a carne suína internamente”, alerta o diretor geral da Topigs Norsvin, André Costa.

Costa destaca que já existem algumas mobilizações no setor, como a realizada pela Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), juntamente com outras empresas parceiras e criadores, que fazem grandes investimentos em promoção e marketing da carne suína, mas é preciso continuar avançando.

“Hoje temos um consumo per capita de 15 kg, enquanto países concorrentes registram um consumo de 30 a 45 kg por habitante. O consumo interno é fundamental para que exista estabilidade dentro do mercado”, salienta o diretor.

A suinocultura brasileira trabalha com um custo de produção muito ajustado. Apenas com um consumo interno forte é possível reduzir o choque com as flutuações nos custos de produção, de maneira que seja possível ter uma perspectiva de mercado de médio e longo prazo, permitindo que o produtor invista com mais segurança.

Para que a carne suína cresça dentro do mercado interno é preciso um forte investimento em marketing para que seja reconhecida pelo seu sabor e praticidade. “Além disso, observamos um aumento de restaurantes dedicados à carne suína e trabalhando com a diversidade enorme de produtos que o suíno promove, de maneira que se torne cada vez mais familiar o consumo dessa carne para a população brasileira”, pontua André Costa.

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