Exportações de carne suína totalizam 102 mil toneladas em maio/21

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou, no dia 9 de junho, que as exportações brasileiras de carne suína (incluindo todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 102 mil toneladas em maio. A receita gerada pelas vendas de maio alcançou US$ 253,2 milhões, saldo 11,1% maior em relação ao quinto mês de 2020, com US$ 227,9 milhões.  

Em cinco meses Brasil acumula alta nas exportações de 18,44%

No ano (janeiro a maio), as vendas internacionais de carne suína do Brasil chegaram a 453,9 mil toneladas, volume 18,44% superior ao embarcado no mesmo período do ano passado, com 383,2 mil toneladas. A receita acumulada das exportações do ano alcançou US$ 1,079 bilhão, resultado 22,9% superior ao realizado em 2020, com US$ 878,3 milhões.

Entre os principais importadores do produto brasileiro entre janeiro e maio deste ano, se destacaram:

  • China, com 238,7 mil toneladas (+29% em relação ao mesmo período do ano passado);
  • Chile, com 25,5 mil toneladas (+94%);
  • Uruguai, com 17,5 mil toneladas (+12,2%);
  • Argentina, com 12,2 mil toneladas (+63,4%);
  • Vietnã, com 9,4 mil toneladas (+27,4%).

Santa Catarina exporta 227,6 mil toneladas entre janeiro e maio de 2021

Santa Catarina segue como maior exportador de carne suína do Brasil, com 227,6 mil toneladas exportadas entre janeiro e maio (+14,7% em relação ao ano anterior). Em seguida estão o Rio Grande do Sul, com 123,3 mil toneladas (+31,27%) e Paraná, com 59,3 mil toneladas (+13,34%).

Para Luís Rua, diretor de mercados da ABPA, em nota divulgada para a imprensa: “Os mercados da Ásia continuam como principais indicadores de tendência para as vendas de carne suína do Brasil. Temos observado, contudo, uma significativa elevação da presença das nações importadoras da América do Sul entre os dez maiores importadores, o que é altamente positivo para o setor, especialmente do ponto de vista logístico. À exemplo do setor de aves, o fortalecimento das vendas internacionais contribui para a redução dos impactos da alta dos custos para a produção brasileira”.

Junho/21: preço do vivo sobe

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) – Esalq, os preços do animal vivo foram impulsionados neste início de junho no mercado independente. De 2 a 9 de junho, o vivo comercializado na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba) se valorizou 17,4%, indo a R$ 6,51/kg na quarta-feira, 9.

As exportações de carne suína também seguem elevadas neste mês, depois da forte alta registrada entre abril e maio, ocasionada pelo aumento dos embarques à China, que comprou 54,2 mil toneladas do produto no último mês, 53.8% do total exportado pelo Brasil.

Referências

https://abpa-br.org/exportacoes-de-carne-de-frango-acumulam-alta-de-46-em-2021/

https://cepea.esalq.usp.br/br/diarias-de-mercado/suinos-cepea-com-baixa-oferta-de-animais-em-peso-de-abate-preco-do-vivo-sobe.aspx


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