Sanidade: a face pouco visível do lucro em suinocultura

Sanidade: a face pouco visível do lucro em suinocultura

O Sucesso na suinocultura tem de ser construído com base no casamento perfeito entre genética, nutrição e sanidade. Embora recentemente os custos com alimentação tenham subido à estratosfera (78% do custo de produção, segundo ICP Embrapa de outubro de 2016), a sanidade, que tem uma participação direta pouco expressiva, de 1,15% do ICP, segundo a mesma fonte, é igualmente decisiva.

 

“Em resumo, embora nem sempre resulte em mortalidade dos animais, um problema de sanidade não prevenido ou saneado em tempo, pode comprometer o desempenho zootécnico, inviabilizando a atividade econômica, tanto quanto o preço proibitivo dos macro-ingredientes destinados à ração”. A avaliação é do médico veterinário e mestre em produção animal Lisandro Haupenthal da empresa de genética suína Topigs Norsvin. Neste artigo, ele detalha esta preocupação da empresa holando-norueguesa líder em pesquisa genética e inovação e como ela interage com seus parceiros:

 

“A saúde do plantel de suínos está diretamente relacionada com as medidas preventivas e os procedimentos de biosseguridade adotados na granja. O aumento da criação intensiva de suínos em larga escala de produção eleva os fatores de risco sanitários envolvidos com a alta pressão de infecção. Em função disso, os esforços na aplicação de métodos de prevenção e controle de agentes potencialmente patogênicos têm sido empregados com o objetivo de potencializar o desempenho zootécnico dos animais.

 

Produzir reprodutores de alta performance é uma dedicação constante da Topigs Norsvin, por isso o cuidado com a sanidade dos plantéis das granjas núcleos e multiplicadores, fornecedores diretos de seus clientes, recebe uma atenção permanente da sua equipe técnica. O planejamento detalhado do monitoramento sanitário do rebanho é baseado nas diretrizes internacionais da empresa, observando ameaças e desafios de cada País e região.

 

A monitoria sanitária de um rebanho deve ser planejada e organizada obedecendo um cronograma periódico e é realizada por um conjunto de ações: através da avaliação clínica dos animais em todas as fases de produção na granja, investigando sinais respiratórios, entéricos e reprodutivos principalmente; necropsia de animais com morte natural ou animais doentes selecionados, a qual possibilita observar lesões macroscópicas e coletar material específico para análise laboratorial.

 

Dentre as ferramentas utilizadas na monitoria do plantel, anualmente é definido o cronograma de colheitas de material para análise laboratorial de diversos patógenos de interesse na suinocultura, mapeando a saúde do plantel produtivo da granja, além das análises periódicas oficiais requeridas para a certificação de granja de reprodutores suídeos (GRSC). Além disso, o acompanhamento de abate propicia a investigação de um grupo maior de animais, principalmente para problemas de ordem respiratória, digestiva e reprodutiva, inclusive auxiliando na determinação de indicadores das enfermidades.

 

A chave para o sucesso na condução e aplicação dos procedimentos de biosseguridade são as pessoas que lideram e praticam a rotina da granja. Os treinamentos da equipe técnica Topigs Norsvin são fundamentais para prover o conhecimento e atualização dos profissionais que atuam diretamente nas granjas de parceiros e clientes, nas diferentes regiões do Brasil. A capacitação da equipe técnica possibilita a disseminação do conhecimento e transferência de tecnologia aos gerentes e líderes de granjas, com objetivo de blindar os plantéis, prevenindo a entrada de agentes e monitorando a saúde do plantel produtivo.

 

Com as medidas preventivas implementadas e consolidadas na rotina se assegura que os animais expressem melhor seu potencial produtivo para maximizar o desempenho zootécnico e o resultado final para as empresas, suinocultores e unidades industriais”.

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